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Centro - Campo Grande - MS

ORATÓRIA E COMUNICAÇÃO COM O PÚBLICO

Oratória é a arte de falar com elegância, beleza e consistência, na hora certa e na dose certa. É por meio da oratória que conseguimos falar com sabedoria, clareza e objetividade, seja na conversa corriqueira, seja em público ou em atividades que requeiram argumentação e persuasão.

A Comunicação é o processo de transmissão e recuperação de uma mensagem. Mensagem só transmitida, sem recuperação, é comunicação pela metade. A mensagem recuperada provoca nova comunicação e o processo não termina. Comunicação envolve mais do que apenas palavras. Estas são uma pequena parte da nossa capacidade de expressão humana. Em uma apresentação diante de um público, 55% do impacto são determinados pela linguagem corporal (postura, gestos e contato visual), 38% pelo tom da voz (emoção, ritmo, sonoridade, impostação, fonoarticulação) e somente 7% pelo conteúdo da informação. Portanto, não é o que dizemos, mas como dizemos, que faz a diferença.

A estrutura do processo contém três elementos básicos: 
1. Alguém que comunica: Emissor
2. Alguma coisa que é comunicada: Mensagem
3. Alguém que recebe a comunicação: Receptor

Esses três elementos básicos exigem alguns mecanismos para que se dê o processo:
a. Saídas pelas quais a mensagem é transmitida: Canais
b. Uma linguagem própria a que se deve submeter a mensagem: Código
c. Um contexto que determina a forma de dizer: Campo
d. Emissor e receptor têm conceitos comuns para se comunicarem: Repertório

Cuidados indispensáveis na oratória: 

  • Precisão de objetivos: demonstrar para o público que sabe aonde quer chegar.
  • Organização e liderança: Seu discurso é estruturado e flui de forma lógica.
  • Informações na medida certa: Você apresenta as ideias de forma técnica e necessária.
  • Apoio suficiente para suas concepções e informações: Você apresenta argumentos fortes e os apoia com histórias, exemplos memoráveis.
  • Voz forte e discurso apaixonado: Você acredita no seu tema e está empolgado com ele; a sua voz e a maneira de discursar expressam o que realmente está sentindo.
  • Pense no público e não em si próprio: você se concentra naquilo que seu público está interessado em ouvir.
     

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Dúvidas Frequentes

  • Próximo curso

    Datas: 14 a 18/01/2019 - das 18h30min às 22h00min

    Local: Espaço Mente Saudável

    Rua Rui Barbosa, 3379 - sala 06 - entre a Antônio Maria Coelho e a Avenida Mato Grosso

    Centro - Campo Grande - MS

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  • Treino articulatório com trava-língua

                                        

    1.  Uma rua paralelepipedizada por um bom paralelepipedizador é uma rua paralelepipédica; quem paralelepipedizadamente conseguir desparalelepipedizá-la, bom desparalelepipedizador será.

    2.  Minha rua tem paralelepípedo feito de paralelogramos. Seis paralelogramos tem um paralelepípedo. Mil paralelepípedos tem uma paralelepipedovia. Uma paralelepipedovia tem seis mil paralelogramos. Então uma paralelepipedovia é uma paralelogramolândia?

    3.  A casa foi enladrilhada por um bom enladrilhador, e para desenladrilhá-la, será necessário um hábil desenladrilhador. 

    4.  Quando lhe fala da falha, falha-lhe a fala.

    5.  Se Pedro paca cara compra, Pedro paca cara pagará. Se Pedro compra paca cara pagará cara paca.

    6.  Em rápido rapto, um rápido rato raptou três ratos sem deixar rastros.

    7.  O arcebispo de Constantinopla deverá ser desarcebispoconstantinopolizado. Quem o desarcebispoconstantinopolizará? Aquele que o desarcebispoconstantinopolizar, será um esperto desarcebispoconstantinopolizador.

    8.  Um ninho de mafagafos tem seis mafagafinhos. Somente serão desmafagafizados, se o desmafagafizador tiver persistência em desmafagafizar.

    9.   O mafagafo casou-se com a mafalagrifa e tiveram mafagafalagrifofinhos que faziam mafagafalagrifolias.

    10. Sou um original que nunca se desoriginalizará, mesmo que todos os originais estejam desoriginalizados.

    11. O desinquivincavacador das caravelarias desinquivincavacaria as cavidades que deveriam ser desinquivincavacadas.

    12. Não confunda ornitorrinco com otorrinolaringologista, nem ornitorrinco com ornitologista, muito menos ornitologista com otorrinolaringologista, porque ornitorrinco, é ornitorrinco, ornitologista, é ornitologista, e otorrinolaringologista é otorrinolaringologista.

    13. Agindo anticonstitucionalissimamente, o médico pediu um exame de pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiose, e pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconioticamente falando, nada encontrou.

    14. O papai do papibaquígrafo papibaquigrafaria papibaquigrafadamente as papibaquigrafias papibaquigrafadas pelo papibaquigrafólogo.

  • Traduza as siglas ao se comunicar – W.C

                                       

     

    Certa ocasião uma família inglesa foi passar as férias na Alemanha. No decorrer de um de seus passeios, os membros da referida família repararam em uma pequena casa de campo, que lhes pareceu boa para passarem as férias de verão. Falaram com o proprietário, que era um pastor alemão, e lhe pediram que mostrasse a pequena propriedade. A casa agradou. Regressando à Inglaterra, discutiram muito sobre os problemas da casa; de repente a senhora lembrou-se de não ter visto o W.C.
    Confirmando o sentido prático dos britânicos, escreveram ao pastor protestante para obter tal informação. A carta foi assim redigida: 
    "Gentil pastor. Sou membro da família que há pouco tempo o visitou, com o fim de alugar sua casa no próximo verão, mas esquecemos de um detalhe e agradeceríamos se nos informasse onde se encontra o W.C".
    O pastor alemão, não compreendendo bem o sentido exato da abreviatura W.C e, julgando tratar-se da seita religiosa "White Chapel", mandou em resposta a seguinte carta: 

    "Gentil senhora. Recebi sua carta e tenho o prazer de lhe comunicar que o local a que se refere fica a 12 km da casa. Isto é muito cômodo, principalmente para quem tem o hábito de ir lá para ficar o dia todo. Alguns vão a pé, outros de bicicleta. Há lugar para 400 pessoas sentadas e 100 de pé. O ar é condicionado, para evitar inconvenientes de aglomeração. Os assentos são de veludo.
    Recomenda-se chegar cedo para arrumar lugar sentado. As crianças sentam-se ao lado dos adultos e todos cantam em coro. Alguns suspiram, outros riem e há os que choram de alegria. À entrada é fornecida uma folha de papel a cada pessoa, mas se alguém chegar atrasado, ou depois da distribuição, pode usar a folha do vizinho ao lado. 
    Tal folha deve ser usada durante todo o mês. Existem amplificadores de sons. Tudo o que se colhe é para as crianças pobres da região. Fotógrafos tiram fotografias para os nornais da cidade, de modo que todos possam  ver seus semelhantes no cumprimento do seu dever tão humano". 

     

    W.C (water closet em inglês) = toalete, banheiro

     

  • Apresento-lhe a "Dona Comunicação"

    Otávio, o caixa, por certo nunca ligara para problemas de comunicação. Falava... e dizia. Pronto. O interlocutor que ouvisse... e escutasse. Ignorava, talvez, que a cada universo de ouvintes corresponde linguajar específico, um repertório. Palavras como “isótopo” e “fissão” só costumavam ser inteligíveis entre os iniciados em física nuclear. Expressão como “Malagueta diz que vai apagar o macaco” pode ser corriqueira entre os policiais e malandros, mas para outros mortais carece de tradução (Malagueta diz que vai matar o policial).

    Otávio não atentava para isso. E se julgava, sem dúvida, possuidor de comunicação universal, acessível a qualquer repertório. Falava e dizia. Quem ouvisse, que escutasse.
    Assim, quando Terezinha lhe apresentou o cheque, ele nem imaginou que a cliente talvez não entendesse o idioma bancário. Falou: 
    Por favor, moça, seu cheque é nominal a Terezinha Gomide. Precisa de endosso. 

    Terezinha escutou, mas não ouviu. Nominal? Endosso? Endosso tinha sabor de açúcar. Mas não, não era possível, não tinha nada a ver. 
    Desculpe, seu Otávio. Não entendi. 

    De novo o caixa falou. E disse: simples, coloque sua firma aqui no verso. 
    Ainda sem ouvir, a cliente espichou-lhe o olhar interrogante. Verso? Firma? Que diabos. Antes “nominal”. Agora “verso” e também “firma”. Ora, eu não sou sócia de nada! Nem poeta! Terezinha, atônita, achou de “desperguntar”:Perdão, seu Otávio. Continuo não compreendendo. 

    Deu-se, por fim, o estalo. O caixa sentiu os cifrões da própria língua, pensou no repertório de Terezinha e tratou de adivinhá-lo. Fácil, pensou! Com sorriso de “psicologice”, foi virando o cheque.

    E apontou, feito cúmplice: 
    Coloque aqui seu nome. Assim, como você faz no final da carta pro seu namorado. 
    Terezinha iluminou-se. Decidida, pegou firme na caneta e lascou no verso do cheque: “Com todo amor, um grande beijo. Terezinha”. 
    Diante daquela Terezinha sorridente, Otávio, o caixa, foi apresentado à Dona Comunicação. Sentiu, naqueles olhos brilhantes, que há repertórios e repertórios. E que falar nem sempre é dizer.

    (autor desconhecido)

     

  • A pontuação faz a diferença

    Um homem rico estava muito mal, agonizando. Pediu papel e caneta. Escreveu assim:

    'Deixo meus bens à minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do padeiro nada dou aos pobres' .

    Morreu antes de fazer a pontuação. A quem deixava a fortuna? Eram quatro concorrentes.

    1) O sobrinho fez a seguinte pontuação:
    Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

    2) A irmã chegou em seguida. Pontuou assim o escrito:
    Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

    3) O padeiro pediu cópia do original. Puxou a brasa pra sardinha dele:
    Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

    4) Aí, chegaram os descamisados da cidade. Um deles, sabido, fez esta   interpretação:
    Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro? Nada! Dou aos pobres.

    Moral da história:
    'A vida pode ser interpretada e vivida de diversas maneiras. Nós é que fazemos sua pontuação.
    E isso faz toda a diferença...

  • Confusão na comunicação

    Em um determinado país foi criado um programa de incentivo à natalidade, pois o número de habitantes estava caindo e a proporção de idosos crescia assustadoramente. Necessitando de mão-de-obra, o governo decretou uma lei que obrigava os casais a terem certo número de filhos. Previa também uma tolerância de cinco anos após o casamento, fim dos quais, o casal deveria ter pelo menos um pimpolho. Aos casais que no fim do prazo não conseguissem ter um filho, o governo destacaria um agente auxiliar para que a criança fosse gerada.  Neste cenário se deu o seguinte diálogo entre um Casal:
    Mulher: Querido, completamos hoje 5 anos de casamento!
    Marido: É... e infelizmente não tivemos nenhum filho.
    Mulher: Será que eles vão mandar o tal agente?
    Marido: Não sei... talvez mandem.
    Mulher: E se ele vier?
    Marido: Bem, eu não posso fazer nada.
    Mulher: E eu, menos ainda...
    Marido: Vou sair, já estou atrasado para o trabalho.
    Logo após a saída do marido, bateram à porta: toc, toc, toc!!!! A mulher abriu e encontrou um homem de boa aparência à espera. Tratava-se de um fotógrafo que saiu para atender um chamado de uma família que queria fotografar sua criança recém-nascida, mas que por um engano, errara o endereço procurado. E o diálogo se seguiu:

    Homem: Bom dia! Eu sou...
    Mulher: Ah, já sei! Pode entrar.
    Homem: Obrigado. Seu esposo está em casa?
    Mulher: Não. Ele foi trabalhar.
    Homem: Presumo que esteja a par.
    Mulher: Sim, ele já está sabendo de tudo. Eu também concordo.
    Homem: Ótimo. Então vamos começar.
    Mulher: Mas já? Tão rápido...
    Homem: Preciso ser breve, pois tenho ainda 16 casas para visitar.
    Mulher: Minha nossa! O senhor agüenta?
    Homem: O segredo é que eu gosto do meu trabalho, me dá muito prazer!
    Mulher: Então vamos começar. Como faremos?
    Homem: Permita-me sugerir: uma no quarto, duas no tapete, duas no sofá.
    Mulher: Serão necessárias tantas?
    Homem: Bem, talvez possamos acertar na mosca já na primeira tentativa.
    Mulher: O senhor já visitou alguma casa neste bairro?
    Homem: Não, mas tenho comigo algumas amostras do meu trabalho (mostrou algumas fotos de crianças). Não são lindas?
    Mulher: Como são belos estes bebês! Foi o senhor mesmo quem fez?
    Homem: Sim. Veja esta aqui, por exemplo, foi conseguida na porta do supermercado.
    Mulher: Que horror! O senhor não acha muito público?
    Homem: Sim, mas a mãe queria muita publicidade.
    Mulher: Eu não teria coragem!!!
    Homem: Esta aqui foi em cima do ônibus.
    Mulher: Cacilda!!!
    Homem: Foi um dos serviços mais difíceis que já fiz.
    Mulher: Claro, eu imagino!
    Homem: Esta foi feita no inverno, em um parque de diversões.
    Mulher: Credo! Como o senhor conseguiu? Não sentiu frio?
    Homem: Não foi fácil! Como se não bastasse a neve caindo, tinha uma multidão em volta. Quase não consegui acabar.
    Mulher: Ainda bem que sou discreta, e não quero ninguém nos olhando.
    Homem: Ótimo, eu também prefiro assim. Agora, se me dá licença, eu preciso armar o tripé.
    Mulher: Tripé?!!!
    Homem: Sim madame, pois o negócio, além de pesado, depois de armado mede quase um metro.

    A Mulher desmaiou...

  • O "pobrema" tem solução

                                                                 

     

    Você fala, ou conhece alguém que fala pobrema, probrema, poblema, ploblema? Já tentou corrigir a pronúncia e não conseguiu? Aqui está a fórmula!

    Então escreva: POROBELEMA, e comece a pronunciar cada vez mais rapidamente a palavra, assim: porobelema, porobelema, porobelema, porobelema, porobelema, porobelema, porobelema, porobelema, porobelema, porobelema, porobelema, porobelema, porobelema. Depois de pouco tempo, para sua felicidade, você estará falando PROBLEMA.

    O mesmo pode ser feito com: criente, bicicreta, craro, dupro, e outros.

    Escreva: KILIENTE, BICIKELETA, (o k é para dar o som gutural), CALARO, DÚPOLO e faça o mesmo processo.

    Assim você corrigirá com facilidade estas pronúncias inadequadas. Bom proveito.

  • Sua dicção não anda bem? Exercite-a aqui!

    A dicção é fundamental na oratória. A clareza é o instrumento de comunicação do orador. Uma fala curta e com boa dicção é mais frutuosa do que um longo discurso bem redigido, mas com má dicção.
    Para melhorar a dicção procure pronunciar bem as últimas sílabas das palavras: exagerando a pronúncia no exercício, chegaremos depois ao equilíbrio.

    Exercite o pronunciar corretamente as vogais finais das palavras. Para isto, fale o som MMMMMMM até fazer vibrar a região dos lábios, acrescentando depois as vogais a, e, i, o, u.


    Exercícios fonoarticulatórios

    PA TA KA PRA TRA KRA PLA TLA KLA

    PE TE KE PRE TRE KRE PLE TLE KLE

    PI TI KI PRI TRI KRI PLI TLI KLI

    PO TO KO PRO TRO KRO PLO TLO KLO

    PU TU KU PRU TRU KRU PLU TLU KLU


    BA DA GA BRA DRA GRA BLA DLA GLA

    BE DE GUE BRE DRE GRE BLE DLE GLE

    BI DI GUI BRI DRI GRI BLI DLI GLI

    BO DO GO BRO DRO GRO BLO DLO GLO

    BU DU GU BRU DRU GRU BLU DLU GLU


    FA SA XA FRA SRA XRA FLA SLA XLA

    FE SE XE FRE SRE XRE FLE SLE XLE

    FI SI XI FRI SRI XRI FLI SLI XLI

    FO SO XO FRO SRO XRO FLO SLO XLO

    FU SU XU FRU SRU XRU FLU SLU XLU

    Faça estes exercícios pronunciando com clareza e exercitando bem os órgãos fonoarticulatórios.

    M (OCLUSIVA BILABIAL SONORA NASAL)
    O mameluco melancólico meditava e a megera megalocéfala, macabra e maquiavélica, mastigava mostarda na maloca miasmática. Migalhas minguadas de moagem mitigavam míseras meninas. Moleques magricelas mergulhavam no mucurro, murmurinhando como uma matinada de macacos. A mucama modulando monótonas melodias moía milho e macaxeira para a moqueca e o mungunzá do medonho mercador de mumanamonas.

    B (OCLUSIVA BILABIAL SONORA) 
    Bela baiana, boneca de bronze, bailava brejeira um burlesco Bendenguê da Bahia. O barraco do Babalaô borborinha; Babel de baixada, bacanal de bárbaros, bebem, blasfemam, batem, batucam, bamboleiam no bulício de um bestial bambaquerê. Ao som de búzios, berimbau, baco-bacos, badalam, bimbalham, bolem, rebolam e berram: “É o bamba do bambu de bambuê, é o bamba de bambu de bambuá, bambulelê, bambulalá”.

    P (OCLUSIVA BILABIAL SURDA) 
    "Parece peta. A Pepa aporta à praça e pede ao Pupo que lhe passe o apito. Pula do palco e, pálida, perpassa por entre um porco, um pato e um periquito. Após, papando, em pé, pudim com passa, depois de paios, pombos e palmitos, precípite, por entre a populaça, passa, picando a ponta de um palito. Peças compostas por um poeta pulha, que a papalvos perplexo empulha, prestando apenas para apanhar os paios...Permuta a Pepa por pastéis, pamonha...Que a Pepa apupe o Pupo e à Popa ponha papas, pipas, pepinos, papagaios!" (Emílio de Menezes)

    F (FRICATIVA LABIODENTAL SURDA) 
    Na oficina “Quem com ferro fere com ferro será ferido”, forjam fronte a fronte com fragor, o ferreiro Felisberto Furtado e seu filho Frederico Felizardo. Na fornalha flamejante fulge o fogo com furor; o fole frenético faz fumaça e fagulhas fulgurantes que ofuscam. Afinal ofegante e farto de fazer força, o Felisberto Furtado força o filho fanfarrão a forjar com firmeza e sem fadiga ferraduras, ferrolhos e ferramentas.

     V (FRICATIVA LABIODENTAL SONORA) 
    O vento veloz varre a várzea com violência. Verdugo vingativo vergasta vigoroso a vegetação que reveste o vale vulnerável de Vetuverava. Gaivotas aventurosas voavam na voragem em vertiginosas reviravoltas.

    T (OCLUSIVA ÁPICODENTAL SURDA) 
    O turco tatuado, troncudo e tagarela com o tabuleiro a tiracolo, troca tudo pelo triplo: tecidos, trajes, ternos, túnicas, tapetes, toucas, tetéus, tesouras, talheres, termômetros, torneiras, tigelas, turíbulos, taramelas, tintas, treliças, tamborins, tartarugas, talismãs, e outros.

    D (OCLUSIVA ÁPICODENTAL SONORA) 
    Dançam depressa, disciplinados e decididos os dez dedos delgados da datilógrafa dinâmica que decifram os documentos do déspota draconiano para o diário de deputado demagogo.

    L (ÁPICOALVEOLAR SONORA) e N (SONORA NASAL) 
    Lana, Lina, Lena, e Lola levam Nila e Madalena nas salinas sonolentas para ver a lua em plenilúnio. Leonel leva o animal indócil pela alameda marginal. Calmaria, céu azul, sol fúlgido, libélulas ligeiras voltejam leves sobre lilazes em flor. No laranjal abelhas laboriosas em tumulto coletam o pólen para o delicioso mel de suas colméias. Por que palras pardal pardo? Palro, palro e palrarei, porque sou o pardal pardo palrador d´El Rei.

    Na noite de natal ninguém notou o anão Aniceto nanando a nenenzinha. Louvamos a leveza das lindas alouradas lavadeiras lisboetas na lida de lavar longos lençóis de linho.

    S (FRICATIVA PRÉ-DORSODENTAL SURDA) e Z (PRÉ-DORSODENTAL SONORA) 
    Sófocles soluçante ciciou no senado suaves censuras sobre a insensatez de seus filhos insensíveis.
    Suave viração do sueste sussurrante sobre sensitivas silenciosas.
    Sábios centenários assistiram sem se cansar a sensacional sessão, selecionando seus sessenta discípulos sorteados.
    O saci passou assoviando e assustou as moças sensíveis.
    A zebra zurrando ziguezagueava, zombando do zoófobo zaranza que zangado zurzia, com zaguncho do suevo.

    Cinco oficiais esfomeados passando certo dia por Santos apreçaram salsichas:
    Quando custam essas salsichas?
    - Seis centavos.
    E estas salsichas?
    - Cinco centavos.
    Quanto custam dez salsichas?
    - A seis centavos são sessenta centavos e a cinco centavos são cinqüenta centavos; saibam que são saborosas e substanciais. 

     Sob a sombra do cedro centenário o passante solícito descansa sossegado e sonhador.
    A brisa silenciosa espalha as essências sutis do sândalo. A estrela cintila no céu imenso. Um pássaro de asas sedosas esvoaça sem destino. 
     

    J (FRICATIVA PALATAL SONORA) 

    Vejo no jardim japonês gentis jaçanãs, jandeiras jaspadas, jaburus, janotas e juritis gemendo.

    Nas jaulas o jaguar girando, javalis selvagens, jararacas e jibóias gigantes.

    Girafa gingando com jeito de gente.

    Jacarés, jucuruxus e jabotis jejuando.

     

    X e CH (FRICATIVAS PALATAIS SURDAS) 

    Xaveco do Xavier chegou com o xalavar cheio de peixes. Xaréus, xareletes, xirás, xixarros e xundaraias.

    O cheiro do chá da China chilreando na chaleira é chamariz.

    Sacha saiu sem saber se Natacha, que Sacha sabia sem senso, saiu na chuva sem seu xale chinês.

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